A nossa história

Quinta Solar das Bouças

O Solar das Bouças, situado a 15 Kms de Braga, foi vendido pela família Vaz Zeller a uma sociedade de investimentos onde pontua um industrial da área têxtil, António Ressurreição. Este empresário, de 61 anos, disse-nos que foi “uma compra de paixão”, e a primeira que faz no mundo da vinha: “antes era apenas um apaixonado dos vinhos à mesa”, gracejou. A aquisição compreendeu terra, imobiliário e marcas, que vão continuar.António Ressurreição, residente em Braga mas nascido em Barcelos, não quer apenas continuar com o que existia: “não posso ainda divulgar nada de concreto mas tenho ideias muito ambiciosas para este projecto, que, a ser concretizado, será um marco importante e interessante nesta região de Braga”. O empresário só irá revelar mais pormenores em 2019. A única alteração, para já, é a entrada do experiente Fernando Moura para a consultoria de enologia.
O Solar dos Bouças (e algumas parcelas adjacentes ou próximas) era pertença de cinco irmãos Van Zeller .

Os dois mais ligados ao vinho, Álvaro e Fernando, ainda tentaram ficar com a propriedade, mas, disse-nos Álvaro, “as tornas eram muito elevadas”. Não foram divulgados valores da transacção.
Recorde-se que a quinta se estende por 37 hectares (22,5 de vinhas) e possui um majestoso solar. A propriedade, que remonta ao séc. XVIII, tem tido uma vida atribulada, mudando de mãos por três vezes nos últimos 50 anos. Segundo se pode ler no site da marca, o Solar das Bouças, em estado de abandono, foi adquirida por Albano Castro Sousa, “que o transformou numa das mais respeitadas casas produtoras de Vinho Verde e um dos primeiros a apostar nas potencialidades dos vinhos de quinta”. Mais tarde, já nos anos 90, a propriedade foi vendida à Quinta do Noval, pertença da família van Zeller. Quando o Noval foi alienada para o grupo AXA Millésimes, o Solar das Bouças passou para as mãos de Fernando van Zeller. Este empresário renovou as casas da propriedade, incluindo a reconstrução total do magnífico solar. (António Falcão)

Extracto do texto da “Carta de Brazão de Armas de Nobreza e Fidalguia” do Rei D. José com data de 26 de Fevereiro de 1773:
“o Capitão Francisco Xavier Pinheiro de Almeyda, morador na sua quinta das Bouças, freguezia de Peruzello do Concelho de Amares, neto pella Materna de Antonio Lopes e de sua mulher Jeronima Antunes da dita quinta das Bouças, os quais pelos seus Pays e Avós forão pessoas de conhecida e distinta Nobreza”
O Solar das Bouças, remonta ao séc. XVIII e, como muitas outras propriedades congéneres da região, teve uma história atribulada. A primeira fase da casa senhorial ou Solar foi construída em 1773 e, em 1780 na sua forma actual após a Concessão da Carta que atribuiu o Brasão existente no alto da frontaria da casa, cuja construção terminou em 1780. A quinta integrava diversos campos de milho, pomares, hortas e pinhal,
Há pouco mais de cinquenta anos estava praticamente arruinado, até que foi adquirido por alguém que lhe deu o merecido valor. Referimo-nos a Albano Castro Sousa, que transformou o Solar das Bouças numa das mais respeitadas casas produtoras de Vinho Verde e um dos primeiros a apostar nas potencialidade dos vinhos de quinta. O mesmo proprietário lançou a marca SOLAR DAS BOUÇAS que rapidamente foi reconhecida como uma marca nacional de grande qualidade, e ainda com um pequeno mercado de exportação.

No entanto, este impulsionador dos vinhos e sua marca, por volta dos finais dos anos 90 vendeu a propriedade à firma de Vinho do Porto "Quinta do Noval", pertença da família van Zeller e em 1989 foi construída a firma “Solar das Bouças – Sociedade Vitivinícola, S.A” com capitais da conhecida casa de Vinhos do Porto “Quinta do Noval”.
Anos mais tarde, quando a família decidiu alienar a Quinta do Noval, um dos familiares, Fernando van Zeller, decidiu ficar na posse deste vasto património, tendo nessa altura sido iniciada uma nova fase de desenvolvimento desta quinta. Iniciaram-se as obras de recuperação das casas da propriedade, nomeadamente a recuperação e reconstrução total do velho solar.
Concluída esta fase inicia-se também a replantação de toda a propriedade com novas vinhas e diferentes castas, possibilitando desta forma a necessária renovação, mantendo sempre a preocupação na excelência da produção do vinho Solar das Bouças.
Anos mais tarde, O Solar das Bouças foi vendido pela família Vaz Zeller a uma sociedade de investimentos onde pontua um industrial da área têxtil, António Ressurreição, que resalva numa entrevista ter sido “uma compra de paixão”, e a primeira que faz no mundo da vinha: “antes era apenas um apaixonado dos vinhos à mesa”. A aquisição compreendeu terra, imobiliário e marcas e o atual proprietário tem vindo a desenvolver as potencialidades da quinta.